O Que se Deve Ler Hoje:
1. Parlamento francês discute proibição da burka
O comunista André Gerin lidera a comissão parlamentar sobre o véu:
“Provavelmente é apenas residual, mas é a ponta do iceberg- em baixo existe uma maré negra enorme, fundamentalista – que ocorre em certas partes do país, como uma espécie de sharia… É completamente contraditório em relação ao modo de vida e às regras da República Francesa”.
Em França, duas mil mulheres usam o nicab e mesmo ou a burka, segundo os dados oficiais. As visadas mostram incompreensão:
“Não é nada simpático dizerem que não querem que usemos a burka ou seja o que for que chamem no nosso país, porque nós também somos cidadãos, somos franceses, vivemos aqui, é preciso que nos aceitem como somos. Se a lei nos proíbe uma coisa não posso fazer nada contra isso. Em vez de ir contra a lei, prefiro regressar ao meu país, Marrocos”.
2. Karzai pede retirada de talibãs da lista de sanções da ONU
3. Turquia prepara conferência sobre Afeganistão
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A França não vai proibir totalmente o uso do véu integral, como o niqab, salvo em certos lugares. Andar na rua apenas com os olhos à mostra vai ser ser legal. É o que se conclui do pacote de medidas que vai ser apresentado por uma comissão parlamentar em França. Os 32 deputados, com diferentes opiniões, propõem a interdição do véu integral nos serviços administrativos, nos serviços públicos, nos transportes, hospitais e colégios. Esta proibição refre-se ao uso do nicab e da burka, que cobrem os rostos.
O comunista André Gerin lidera a comissão parlamentar sobre o véu:
“Provavelmente é apenas residual, mas é a ponta do iceberg- em baixo existe uma maré negra enorme, fundamentalista – que ocorre em certas partes do país, como uma espécie de sharia… É completamente contraditório em relação ao modo de vida e às regras da República Francesa”.
O trabalho da comissão, criada na sequência da intervenção de Sarkozy num congresso, em 2006: O presidente francês afirmou:
“Não podemos aceitar que em nosso país haja mulheres prisioneiras atrás de uma rede, afastadas da vida social, privadas de identidade. Esta não é a ideia que tem a República Francesa da dignidade da mulher”
“Não podemos aceitar que em nosso país haja mulheres prisioneiras atrás de uma rede, afastadas da vida social, privadas de identidade. Esta não é a ideia que tem a República Francesa da dignidade da mulher”
Em França, duas mil mulheres usam o nicab e mesmo ou a burka, segundo os dados oficiais. As visadas mostram incompreensão:
“Não é nada simpático dizerem que não querem que usemos a burka ou seja o que for que chamem no nosso país, porque nós também somos cidadãos, somos franceses, vivemos aqui, é preciso que nos aceitem como somos. Se a lei nos proíbe uma coisa não posso fazer nada contra isso. Em vez de ir contra a lei, prefiro regressar ao meu país, Marrocos”.
No entanto, segundo uma sondagem publicada pelo jornal Le Parisien, 65% dos franceses está a favor da proibição total do nicab e da burka, inclusive na rua.
2. Karzai pede retirada de talibãs da lista de sanções da ONU
O presidente do Afeganistão pede a retirada do nome dos talibãs da lista de sanções da ONU. O objectivo é abrir caminho a um processo de reconciliação com os talibãs, desde que abandonem a luta armada e não pertençam à Al-Qaeda. Uma aproximação que, segundo Hamid Karzai, é apoiada pelos aliados norte-americanos e europeus. “Os talibãs que não integram a Al-Qaeda ou outras redes terroristas podem regressar ao seu país, abandonar as armas e retomar a sua vida de acordo com a Constituição do Afeganistão, podendo usufruir dos seus privilégios, direitos e garantias tal como os outros cidadãos deste país”, afirmou Hamid Karzai.
A declaração surge no final de uma reunião, em Istambul, entre os chefes de Estado afegão, paquistanês e turco, para preparar a Cimeira Internacional sobre o Afeganistão, na próxima quinta-feira, em Londres. O encontro desta segunda-feira surge no mesmo dia em que o comandante das forças da NATO no Afeganistão admitiu, em entrevista ao “Financial Times”, que é inevitável uma “solução política” com os talibãs. O General Stanley McChrystal estima que já chega de combates e, no futuro, os talibãs devem integrar o governo afegão. A chegada dos 30 mil soldados norte-americanos suplementares deverá servir para enfraquecer o adversário e dar-lhes a possibilidade de integrar a vida política, completou McChrystal.
3. Turquia prepara conferência sobre Afeganistão
Os chefes de Estado da Turquia, do Paquistão e do Afeganistão reuniram-se hoje em Istambul para coordenar estratégias face à ameaça talibã. Durante os encontros bilaterais, Abdulah Gul e Hamid Karzai chegaram a acordo sobre a organização de acções de formação regulares para as forças da ordem afegãs. As reuniões de hoje visam preparar a cimeira internacional sobre o Afeganistão que decorre em Londres na próxima quinta-feira. Ancara mantém 1700 tropas no Afeganistão. É o segundo maior contingente da NATO. Mas as tropas turcas realizam apenas acções de patrulha por receio de melindrar os países muçulmanos. Um dos objectivos principais do encontro é aproximar o Paquistão do Afeganistão.
Nos últimos anos, as relações entre Cabul e Islamabad têm sido marcadas por tensões e conflitos sobre a estratégia a adoptar face aos rebeldes islamitas, que vivem refugiados na fronteira entre os dois países. Os Estados Unidos consideram que o apoio do Paquistão é essencial para estabilizar o Afeganistão.
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